EM NÓS, DANDO NÓS NA HISTÓRIA
O verbo
se faz carne e habita entre nós.
Sim.
Desde o
princípio, somos nós quem conjugamos o verbo.
Pois
este é um verbo que só se conjuga no coletivo, na comunhão de dois ou mais
sujeitos.
Não
exige muitos objetos. Dispensa grandes predicados.
Verbo de
ligação - interpessoal e transcendental.
Nas
ruas, transita indiretamente por parábolas
Eufemiza
Hipérboles
Hiperboliza
Eufemismos.
Denuncia
paradoxos
Cria
neologismos a cada encontro vocálico...
Sua
regência? É de paz e justiça!
Sua
concordância não é meramente nominal!
Verbo
este que não se prende a tempos verbais,
sobrevive
às variações linguísticas e
continua gerando derivados.
É impulsionado pelas orações.
Pulsa
esperança, dá voz ativa aos sujeitos ocultados
E retira
os pontos finais das histórias tristes.
Verbo de
versos.
Versos
de estrofes.
Estrofes
de poemas.
Poemas
de Profetas.
Religiões,
que tentam domá-lo
Gramáticas,
que tentam regê-lo
Em vão
Profetas sufocaram
Em vão
Poetas enforcaram.
Mas é
Ela,
Sujeito
elíptico da história,
Que
segue, em metáforas, dando nós
Nas
gargantas.
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