terça-feira, 9 de junho de 2015

EM NÓS, DANDO NÓS NA HISTÓRIA

EM NÓS, DANDO NÓS NA HISTÓRIA


O verbo se faz carne e habita entre nós.
Sim.
Desde o princípio, somos nós quem conjugamos o verbo.
Pois este é um verbo que só se conjuga no coletivo, na comunhão de dois ou mais sujeitos.
Não exige muitos objetos. Dispensa grandes predicados.
Verbo de ligação - interpessoal e transcendental.
Nas ruas, transita indiretamente por parábolas
Eufemiza Hipérboles
Hiperboliza Eufemismos.
Denuncia paradoxos
Cria neologismos a cada encontro vocálico...
Sua regência? É de paz e justiça!
Sua concordância não é meramente nominal!
Verbo este que não se prende a tempos verbais,
sobrevive às variações linguísticas e
 continua gerando derivados.
 É impulsionado pelas orações.
Pulsa esperança, dá voz ativa aos sujeitos ocultados
E retira os pontos finais das histórias tristes.

Verbo de versos.
Versos de estrofes.
Estrofes de poemas.
Poemas de Profetas.

Religiões, que tentam domá-lo
Gramáticas, que tentam regê-lo
Em vão Profetas sufocaram
Em vão Poetas enforcaram.

Mas é Ela,
Sujeito elíptico da história,
Que segue, em metáforas, dando nós

Nas gargantas.

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