terça-feira, 9 de junho de 2015

O ENCONTO

O ENCONTO


Nem te conto. - O quê?  - O conto. -Que conto?  -Do Reino encantado...  - Ah, conta vai.  - Não conto. - Conta.  - Não conto.  - Por favor.  -10 conto - Que?! Para. Faz um desconto.  - Já cantei a pedra. Pegar ou largar. -O que houve contigo? Não desconta em mim. -Nada - Quem canta seus mares espanta. Não fica assim. - Tá bom, eu conto. – O conto? – Não. O que houve comigo. – ah ta. - Pedi as contas do trabalho. - Mas por quê?  E as contas da casa?  -Não sei... Maria assume. Ela é contadora. – Conta outra! – Conto não, se formou mês passado. – Não sabia. Tá chegando o garçom, pede a conta. – Ei, a conta. -  quase 60 conto!  Contaram os 10 por cento? Sim, senhor. – Então, desconta. – Faz isso não Márcio, vão cuspir no seu café. – Eu já bebi. – No próximo encontro, digo. – Não haverá mais encontro.  – Nem um desencontro? – Nem.  – Que desencanto! – Senhor..., a conta. – Aceita cartão?- Não. – Mas estou sem dinheiro. Só tenho um conto. – Então, conta.

“Era uma vez, um Reino tão tão distante, onde tudo que existia era encontado. Somente o encanto da princesa encantada desencantaria a cantoria do cantor que passava todos os dias contando contos em suas carteira...”



FIM

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