O ENCONTO
Nem te conto. - O quê? - O conto. -Que conto? -Do Reino encantado... - Ah, conta vai. - Não conto. - Conta. - Não conto. - Por favor. -10 conto - Que?! Para. Faz um desconto. - Já cantei a pedra. Pegar ou largar. -O que
houve contigo? Não desconta em mim. -Nada - Quem canta seus mares espanta. Não
fica assim. - Tá bom, eu conto. – O conto? – Não. O que houve comigo. – ah ta.
- Pedi as contas do trabalho. - Mas por quê?
E as contas da casa? -Não sei...
Maria assume. Ela é contadora. – Conta outra! – Conto não, se formou mês
passado. – Não sabia. Tá chegando o garçom, pede a conta. – Ei, a conta. - quase 60 conto! Contaram os 10 por cento? Sim, senhor. –
Então, desconta. – Faz isso não Márcio, vão cuspir no seu café. – Eu já bebi. –
No próximo encontro, digo. – Não haverá mais encontro. – Nem um desencontro? – Nem. – Que desencanto! – Senhor..., a conta. –
Aceita cartão?- Não. – Mas estou sem dinheiro. Só tenho um conto. – Então,
conta.
–“Era uma vez, um Reino tão tão distante, onde tudo que existia era
encontado. Somente o encanto da princesa encantada desencantaria a cantoria do
cantor que passava todos os dias contando contos em suas carteira...”
FIM
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