VENDI MINHA CRIANÇA PRA UM CIRCO DE EXECUTIVOS
Perdi.
Perdi meu coração
Num jogo de cartas com a Religião
Apostas baratas de uma geração
infante
Hoje sem chão, amanhã errante.
Perdi com o Valete, até com o Rei
Se existe um Ás, não saberei.
Sei!
Foi meu porquinho
Pra barriga da calça
De um “mala sem alça”
De um profeta palhaço
Que se acha o dono do circo
E acabou ficando rico
Contando piada pra quem paga pra
rir.
Mas é uma dama!
E diz que me ama
Só muito reclama
Porque não quero rir!
São contos sem graça
De pessoas da praça
Que não estão ali.
É... a verdade na boca
A mentira na mão
Que coisa louca
Essa louca Religião!
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