terça-feira, 9 de junho de 2015

VENDI MINHA CRIANÇA PRA UM CIRCO DE EXECUTIVOS

VENDI MINHA CRIANÇA PRA UM CIRCO DE EXECUTIVOS

Perdi.
Perdi meu coração
Num jogo de cartas com a Religião
Apostas baratas de uma geração infante
Hoje sem chão, amanhã errante.

Perdi com o Valete, até com o Rei
Se existe um Ás, não saberei.
Sei!
Foi meu porquinho
Pra barriga da calça
De um “mala sem alça”
De um profeta palhaço
Que se acha o dono do circo
 E acabou ficando rico
Contando piada pra quem paga pra rir.

Mas é uma dama!
E diz que me ama
Só muito reclama
Porque não quero rir!

São contos sem graça
De pessoas da praça
Que não estão ali.

É... a verdade na boca
A mentira na mão
Que coisa louca
Essa louca Religião!



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