terça-feira, 9 de junho de 2015

O vencimento da vida – diálogo entre pai e filho.

O vencimento da vida –
 diálogo entre pai e filho.

Meu filho, o mundo é uma selva e você precisa vencer na vida. Conseguir emprego não está fácil, pois a concorrência é pesada! Sobreviver lá fora, neste mundo, é um desafio. Você precisa ser o melhor em tudo que faz, meu filho, senão você dança. Não deixe ninguém ser melhor do que você e aí, no futuro, você vai ter o melhor emprego e vai poder dar uma vida boa aos seus filhos.
Meu filho, o mundo é uma selva. Lá fora vige a lei do cão!  Você precisa ser o melhor, caso contrário você será só um “ninguém”. Então, trate de estudar bastante e se dedicar muito para ser alguém na vida!

Meu filho... por favor...
O Mundo é uma
S-E-L-V-A ...!
Antes de ajudar o próximo, você precisa ajudar a si mesmo. Pare de se meter nesse negócio de manifestação! Isso não leva a nada. Você vai acabar sendo preso ou...                                           ou coisa pior.
 Pare de tentar mudar o mundo! As coisas só vão piorar daqui pra frente,
está escrito.
Ajeite a sua vida primeiro e depois você pensa nos outros...
...
...
...........
Pai. Meu pai. Você foi embora já há algum tempo. E agora, assim como você, meus dias também estão chegando ao fim. Não sei mais quanto tempo me resta aqui.
Sempre ouvi atentamente seus conselhos e procurei seguir aquilo que achava correto em meu coração. Você dizia insistentemente para eu me dedicar e vencer na vida. Obrigado, pai. Pois você sempre quis o melhor para mim.
Contudo, pai, eu confesso... Não sei se venci na vida da forma como você desejava. Veja, eu não me tornei alguém muito conhecido, não exerci cargos e funções importantes, nem amealhei muitos bens, e o pouco que juntei acabei compartilhando com meu próximo.
Pois é, pai. Do mesmo jeito que cheguei ao mundo, hoje eu saio dele.
Mas, apesar de não ter deixado um bom patrimônio para meus filhos, como você, pai, eu estou lhes deixando um mundo bem diferente daquele que conhecíamos.
 Meu saudoso pai, em breve nos encontraremos novamente. E , quando chegar o momento, eu queria lhe dizer que, talvez, para o seu desgosto, eu tenha sido um “ninguém” na vida... Mas, sabe de uma coisa, pai... Estou feliz e satisfeito com o que fiz. Graças aqueles sonhos “malucos” e perigosos, contra os quais você me advertia... graças a esta utopia, minha e de muitos companheiros e companheiras...
...

 hoje, pai, o mundo não é mais uma selva.

Nenhum comentário:

Postar um comentário